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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

AS MAMAS

As mamas ou seios são também chamados de glândulas mamárias.

As glândulas mamárias têm em ambos os sexos têm o mesmo desenvolvimento até a puberdade.
Na puberdade, as mamas femininas evoluem mediante estímulos hormonais (hipofisários, ovarianos).
Cada mama é formada por aproximadamente 20 ou 25 lobos mamários.
Os lobos estão dispostos radialmente, em maior ou menor profundidade, a partir do mamilo, onde cada lóbulo drena para seu conduto correspondente. Tais condutos denominam-se galactóforos.
O mamilo é pigmentado e possui glândulas sebáceas que não possuem folículos pilosos.
Antes de abrir-se no mamilo, o conduto galactóforo apresenta uma dilatação chamada seio galactóforo.
anatomia da mama


Os lóbulos mamários são formados por várias subunidades e estas por diversos condutos chamados condutos alveolares. Durante a gravidez, estes condutos dão início ao desenvolvimento de um grande número de alvéolos secretores.
Do ponto de vista funcional, podemos distinguir três situações que afetam o tecido mamário: a mama em repouso, a proliferativa e a mama lactante.
1) Mama em fase de repouso: as características da mama neste estado são as descritas. Não obstante, o epitélio que recobre a parede dos condutos apresenta alterações cíclicas por influência hormonal. Nas fases tardias do
ciclo menstrual, a luz dos condutos é mais proeminente.
2) Mama proliferativa: ao longo da gravidez, por causa da atividade hormonal, são produzidas alterações notáveis na estrutura e no volume mamários. Inicialmente existe um crescimento do epitélio tubular e se formam muitos alvéolos suplementares. Os lóbulos mamários aumentam de volume. Estas alterações devem-se à ação combinada de estrógenos, progesterona, hormônios tireóideos, esteróides supra-renais e um hormônio placentário chamado galactogênico. Nas fases mais avançadas da gravidez, inicia-se a secreção do colostro, dilatando-se os condutos e os alvéolos. O colostro é um líquido rico em proteínas e anticorpos maternos. É segregado até os primeiros dias de lactância.
3) Mama em fase de lactância: nesta fase a secreção e liberação de prolactina é estimulada; este hormônio da adeno-hipófise controla a secreção mamária, estimulando a produção de leite materno. Nesta fase, praticamente toda a mama é formada por tecido glandular e os alvéolos mamários se encontram bastante dilatados.
O leite materno contém proteínas, gorduras, açúcares e vitaminas. Sua produção é contínua se a sucção persiste, inclusive até muito tempo depois do parto.
Na expulsão do leite também a sucção intervém como mecanismo inicial, mas sua regulação é controlada pela ocitocina. Este hormônio produz a contração das fibras musculares lisas dos alvéolos e condutos.
O desmame, isto é, a supressão do mecanismo de sucção, produz a regressão da morfologia da mama lactante.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

GINECOMASTIA

mama masculina normal
Quando o aumento mamário é causado apenas por acúmulo de gordura, esta é chamada de pseudoginecomastia (falsa ginecomastia)
Ginecomastia quer dizer “mama feminina”. É definida pelo aumento da glândula mamária masculina. Uma curiosidade que tenho observado é que os pacientes ficam surpresos ao saber que é normal e fisiológico pessoas do sexo masculino possuir glândula mamária. Tanto a mama feminina quanto a masculina são formadas por glândula mamária e tecido adiposo (gordura), porém devido à ação de hormônios, a mama da mulher se desenvolve e aumenta de volume.
Causas de Ginecomastia
Pode estar associada a alterações fisiológicas, patológicas ou externas que causam uma alteração hormonal, tendo como consequência o aumento do volume mamário.
Alterações Fisiológicas (Normais)
·           Nascimento: devido à ação de hormônios da mãe
·          Adolescência: devido a um desequilíbrio hormonal, com predomínio de estrógeno.
·          Andropausa: diminuição da testosterona em relação ao estrogênio
Sabe-se que 65% dos adolescentes de 14 e 15 anos desenvolvem ginecomastia, porém a maioria das vezes esta regride no período de 3 anos, sem tratamento. Somente em 7,7% dos pacientes não ocorre esta regressão após os 17 anos de idade.
Outras Causas não fisiológicas
·         Viral
·         Traumática
·         Criptorquidia (testículos inclusos)
·         Alterações genéticas (síndrome de Klinefelter, síndrome da feminização testicular)
·         Neoplasias (carcinoma adrenal, tumores de células de Leydig, tumores de células de Sertoli, carcinoma de testículo, carcinoma pulmonar, carcinoma hepático)
·         Alterações Metabólicas (cirrose hepática, insuficiência renal + diálise, hipertireoidismo, desnutrição + realimentação)
·         Medicamentosas (hormônios, drogas como maconha, heroína, digital, espironolactona, metildopa, captopril, cetoconazol, diazepam, cimetidina, finasterida, antidepressivos, reserpina, isoniazida, ...)
·         Idiopática (causas não conhecidas)
·         Familiar
Mitos em relação a Ginecomastia
A presença de ginecomastia não tem nenhuma relação com a prática de masturbação ou ausência de virilidade.
Clínica
O paciente apresenta aumento do volume mamário. É mais comum a ginecomastia ser bilateral (nas duas mamas) do que unilateral.  Na maioria das vezes o paciente não sente nada, porém alguns podem apresentar edema (inchaço), dor, enduração (sentir a mama rígida, dura) e alteração de sensibilidade.
Pessoas com ginecomastia não apresentam predisposição ao câncer de mama.
Uma das classificações de ginecomastia é a seguinte:
·         Grau I – pequena, sem excesso de pele
·         Grau IIA – moderada, sem excesso de pele
·         Grau IIB – moderada, com excesso de pele
·         Grau III – Grande , com excesso de pele e mama pendular

ginecomastia grau 1 


ginecomastia grau 2A

ginecomastia grau 2B

ginecomastia grau 3
Diagnóstico
A maioria das ginecomastias não tem causa definida, porém na consulta médica podem ser investigadas prováveis causas como: uso de hormônios, medicações, tumores, ... (Vide tabela de causas de ginecomastia).  Pacientes com aumento do volume mamário de longa duração, na idade adulta e sem sintomas, não necessitam de investigação laboratorial extensa. Em adolescentes deve-se aguardar de 2 a 3 anos para verificar se haverá diminuição da glândula, se isto não ocorrer será programado um tratamento.
Tratamento
O tratamento com medicações está indicado em casos selecionados.
Em casos em que se conhece a causa da ginecomastia ( vide tabela de causas), está deve ser tratada.
O tratamento cirúrgico é o mais efetuado e o de escolha para ginecomastia. A incisão está relacionada ao grau da ginecomastia.
Nas ginecomastias sem excesso de pele, realiza-se uma incisão (corte) em meia-lua na transição entre a aréola e a pele mamária, resseca-se (retira-se) o tecido mamário em excesso. Geralmente associa-se lipoaspiração a técnica de retirada da glândula.
Em pacientes com pseudoginecomastia ( mama com excesso de tecido adiposo) o tratamento pode ser somente lipoaspiração, caso não haja excesso de pele.
Quando é necessária a retirada de pele, a incisão e a cicatriz resultante são mais extensas e estas vão depender do exame do paciente para determinação da melhor abordagem e tratamento.
Pode ser necessário o uso de drenos.

Anestesia
Pode ser realizada anestesia local com sedação ou anestesia geral, dependendo da programação cirúrgica.
Pós Operatório (PO)
O paciente poderá apresentar edema (inchaço), dor, equimoses (roxos), diminuição ou aumento da sensibilidade do mamilo. O edema regride cerca de 70% no primeiro mês e o restante até 6 meses. As equimoses regridem em média em 15 dias, a dor é controlada com medicação.
Recomendações Pós - Operatórias
·         Evitar molhar a área de cicatriz por pelo menos 48 horas
·         Evitar sol
·         Repouso em média de 15 dias (dependendo da profissão e atividades habituais)
·         Retorno às atividades físicas – em média 45 a 60 dias de PO
·         Usar cinta (colete) por 30 dias
colete ou cinta cirurgica pos operatório