segunda-feira, 18 de outubro de 2010

AS MAMAS

As mamas ou seios são também chamados de glândulas mamárias.

As glândulas mamárias têm em ambos os sexos têm o mesmo desenvolvimento até a puberdade.
Na puberdade, as mamas femininas evoluem mediante estímulos hormonais (hipofisários, ovarianos).
Cada mama é formada por aproximadamente 20 ou 25 lobos mamários.
Os lobos estão dispostos radialmente, em maior ou menor profundidade, a partir do mamilo, onde cada lóbulo drena para seu conduto correspondente. Tais condutos denominam-se galactóforos.
O mamilo é pigmentado e possui glândulas sebáceas que não possuem folículos pilosos.
Antes de abrir-se no mamilo, o conduto galactóforo apresenta uma dilatação chamada seio galactóforo.
anatomia da mama


Os lóbulos mamários são formados por várias subunidades e estas por diversos condutos chamados condutos alveolares. Durante a gravidez, estes condutos dão início ao desenvolvimento de um grande número de alvéolos secretores.
Do ponto de vista funcional, podemos distinguir três situações que afetam o tecido mamário: a mama em repouso, a proliferativa e a mama lactante.
1) Mama em fase de repouso: as características da mama neste estado são as descritas. Não obstante, o epitélio que recobre a parede dos condutos apresenta alterações cíclicas por influência hormonal. Nas fases tardias do
ciclo menstrual, a luz dos condutos é mais proeminente.
2) Mama proliferativa: ao longo da gravidez, por causa da atividade hormonal, são produzidas alterações notáveis na estrutura e no volume mamários. Inicialmente existe um crescimento do epitélio tubular e se formam muitos alvéolos suplementares. Os lóbulos mamários aumentam de volume. Estas alterações devem-se à ação combinada de estrógenos, progesterona, hormônios tireóideos, esteróides supra-renais e um hormônio placentário chamado galactogênico. Nas fases mais avançadas da gravidez, inicia-se a secreção do colostro, dilatando-se os condutos e os alvéolos. O colostro é um líquido rico em proteínas e anticorpos maternos. É segregado até os primeiros dias de lactância.
3) Mama em fase de lactância: nesta fase a secreção e liberação de prolactina é estimulada; este hormônio da adeno-hipófise controla a secreção mamária, estimulando a produção de leite materno. Nesta fase, praticamente toda a mama é formada por tecido glandular e os alvéolos mamários se encontram bastante dilatados.
O leite materno contém proteínas, gorduras, açúcares e vitaminas. Sua produção é contínua se a sucção persiste, inclusive até muito tempo depois do parto.
Na expulsão do leite também a sucção intervém como mecanismo inicial, mas sua regulação é controlada pela ocitocina. Este hormônio produz a contração das fibras musculares lisas dos alvéolos e condutos.
O desmame, isto é, a supressão do mecanismo de sucção, produz a regressão da morfologia da mama lactante.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

LIPOASPIRAÇÃO


Lipoaspiração é uma intervenção cirúrgica em que com o instrumental adequado são aspirados os excessos de gordura com o objetivo de melhorar o contorno corporal. A lipoescultura é uma técnica que molda o contorno de determinada área do corpo ou face utilizando de técnicas de aspiração e injeção de gordura.


A técnica de lipoaspiração foi apresentada ao Brasil em 1980, pelo cirurgião francês Yves Gerard Illouz, durante o Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, em Fortaleza. Muitos dos princípios preconizados por Illouz ainda são usados na atualidade.

A indicação correta da técnica é fundamental para o sucesso do tratamento. A lipoaspiração não pode ser vista como um método de emagrecimento. O objetivo é a remoção de gordura localizada.

A avaliação pré-operatória inclui anamnese detalhada, análise sistêmica do paciente e solicitação dos exames. Quanto à avaliação dos locais a serem aspirados, são observadas as características da pele (elasticidade, presença de estrias, celulites, atrofias, retrações) e a presença de irregularidades. A pele local deverá apresentar condições de retração (contração) para acomodar o novo volume tecidual.

INSTRUMENTAL CIRÚRGICO

São usadas cânulas finas, de diâmetro que variam de 2.0 a 4.0mm geralmente. A aspiração pode ser realizada através de seringas ou com aparelhos de lipoaspiração conectados as cânulas.


canulas de lipoaspiração 

ANESTESIA


A anestesia vai depender da área a ser tratada, podendo ser realizado bloqueio medular (raquianestesia ou peridural), anestesia geral, ou anestesia local com sedação.

ONDE FICAM AS CICATRIZES E QUAL O TAMANHO?

As cicatrizes são realizadas para a introdução das cânulas, elas são de aproximadamente 0,5 a 1,0 cm de extensão, e sempre que possível são colocadas em área pouco visível.

TÉCNICAS DE ASPIRAÇÃO (INFILTRATIVA X NÃO INFILTRATIVA)

A técnica de aspiração pode ser infiltrativa ou não infiltrativa.

A técnica infiltrativa utiliza o princípio de infiltrar (injetar) solução composta por vasoconstrictor, soro fisiológico e algumas vezes anestésico, na gordura que será lipoaspirada. Esta técnica faz com que as células de gordura sejam mais facilmente removidas e reduz o sangramento. Está é a técnica mais empregada pela maioria dos cirurgiões plásticos.

A técnica não infiltrativa, como o nome já explica, não é realizada a injeção de solução, sendo a lipoaspiração seca. Nesta técnica há maior perda sanguínea.

QUANTO DE GORDURA PODE SER RETIRADA COM SEGURANÇA

Seguindo critérios do (CFM) Conselho Federal de Medicina (Art. 9º da resolução Nº 1.711), os volumes aspirados não devem ultrapassar 7% do peso corporal quando se usar a técnica infiltrativa; ou 5% quando se usar a técnica não-infiltrativa. Da mesma forma, não deve ultrapassar 40% da área corporal, seja qual for à técnica usada. Ou seja, paciente de 80 Kg pode ter no máximo 5,6 L aspirados pela técnica infiltrativa e 4,0 litros pela técnica não-infiltrativa.

PÓS OPERATÓRIOS

• Cinta Cirúrgica – O paciente deixa o hospital com a cinta cirúrgica e deve usá-la por 24horas por dia (dia e noite) durante 30 dias. A cinta só pode ser retirada com a indicação médica.



• Banho – Geralmente é evitado o banho nos primeiros dias de pós operatório.



• Dor – Se ocorrer alguma dor após a lipoaspiração esta é leve a moderada, principalmente nos primeiros dias após a cirurgia. A medicação prescrita alivia a dor.



• Edema (inchaço) – Após a lipoaspiração é comum haver edema. O edema regride cerca de 80% até o final do primeiro mês, mais 10% até o final do segundo mês e o restante até o final do sexto mês



• Equimoses (roxo) – assim como o edema, as equimoses são comuns e esperadas. Podem durar de 2 a 3 semanas em média e podem acontecer em áreas não tratadas. Neste período é importante não se expor ao sol para evitar a pigmentação definitiva (manchas definitivas)



• Drenagem Linfática – quando realizada por profissional especializado, pode ajudar a diminuir mais rápido o edema. Deve ser liberada pelo seu médico, e ocorre entre o 10® e 20® dia de pós operatório.



• Retirada de pontos – geralmente ocorre entre 7 e 10 dias de pós operatório



• Retorno ao trabalho – vai depender da atividade realizada e da extensão da lipoaspiração. Em média o retorno ocorre com 15 dias de pós-operatório.



• Retorno a atividades físicas – vai depender da recuperação que é individual de cada paciente, em média ocorre a liberação para atividades físicas com 2 meses de pós-operatório.



• Alteração de Sensibilidade – pode haver diminuição da sensibilidade da área tratada e esta volta gradativamente com o tempo.

ASSOCIAÇÃO COM OUTRAS CIRURGIAS

É comum a associação de lipoaspiração com outras cirurgias como abdominoplastias, mamoplastia de aumento (silicone)

HIPERTENSÃO ARTERIAL (Pressão Alta)

medida da pressão arterial

A Pressão arterial é a pressão dentro dos vasos (artérias). A pressão arterial sistólica (máxima) é dada quando o coração se contrai, e a mínima (PA diastólica) é dada no relaxamento cardíaco. Para que ocorra hipertensão é preciso que haja alteração do volume de sangue ou viscosidade (espessura) do sangue, da frequência cardíaca (batimentos cardíacos por minuto) e da elasticidade dos vasos. A anormalidade mais comum ocorre com o aumento da resistência dos vasos (diminuição da elasticidade).
                A pressão arterial (PA) alta é um importante problema de saúde em todo o mundo devido a sua alta frequência e sua associação com maior risco de problemas cardiovasculares. Um dos grandes problemas da hipertensão arterial (pressão alta) é o fato de não apresentar sintomas até fases avançadas. Um dos erros mais comuns de pessoas que tem hipertensão , é só se preocupar com a medida da pressão quando há sintomas como dor de cabeça, cansaço, dor nos olhos, sensação de peso nas pernas ou palpitações. A hipertensão geralmente não produz sintomas até fases mais avançadas da doença.
Valores usados atualmente para o diagnóstico de hipertensão:
Pressão Normal
Pressões menores ou igual a 120/80 mmHg
Pré-hipertensos
Pressões entre 121/81 - 139/89 mmHg
Hipertensos grau I
Pressões entre 140/90 - 159/99 mmHg
Hipertensos grau II
Pressões maiores ou iguais a 160/100 mmHg



















A medida da pressão arterial varia durante o dia, situações de estresse, o ato de fumar um cigarro, tomar um cafezinho podem elevar transitoriamente à pressão. Para o diagnóstico de hipertensão é necessário medir a pressão arterial diversas vezes e ter pelo menos 3  medidas elevadas, realizadas em dias diferentes, com um intervalo de pelo menos 1 mês entre a primeira e a última medida.
A medida da pressão deve ser feita com o paciente em repouso. O paciente deve ser estar sentado com as costas encostadas na cadeira e o braço apoiado na mesa ou deitado. Deve- evitar fumo, uso de descongestionantes nasais, café, estresse por pelo menos 30 minutos antes da aferição da PA.
O aparelho de pressão (esfingmomanõmetro) pode ser de coluna de mercúrio, aneróide ou eletrônico.


O que é Hipertensão do Jaleco Branco?
Um grande número de pessoas apresenta Pressão Arterial maior de 140 x 90 mmHg quando um profissional de saúde mede sua pressão, porém quando realiza um M.A.P.A. (Monitorização ambulatorial da pressão arterial) ou a aferição em casa, quase todas as medidas são menores que 140 x 90mmHg.
Como é feito o M.A.P.A.
É um exame realizado para verificar a variação da pressão arterial durante 24 horas do dia. O paciente fica com um aparelho de pressão no braço e mede a pressão durante as 24 horas do dia diversas vezes, aferindo a pressão em situações comuns como dormir, comer, trabalhar,.... Pessoas com mais de 40% das medidas elevadas (maior que 140 x 90 mmHg) são consideradas hipertensas.
Aumento isolado da pressão arterial sistólica
A maioria dos pacientes hipertensos maiores de 65 anos apresentam o aumento somente da pressão arterial sistólica, ou seja, PA sistólica maior ou igual a 160 mmHg (16 por ....), com PA diastólica normal, ou seja, menor que 90mmHg. Este tipo de hipertensão arterial aumenta o risco de doenças cardiovasculares e o seu tratamento reduz o risco de morte.
As lesões causadas pelo aumento da pressão arterial são assintomáticas, porém existem exames que podem fazer o diagnóstico destas lesões precocemente.
A hipertensão está associada a diversas doenças graves como:
- Insuficiência cardíaca
- Infarto do miocárdio
- Arritmias cardíacas
- Morte súbita
- Aneurismas
- Perda da visão
- Insuficiência renal crônica
- AVC isquêmico e hemorrágico
- Demência
- Arteriosclerose
A hipertensão arterial raramente tem cura e o objetivo do tratamento é evitar que órgãos importantes como coração, olhos, cérebro e rins sofram lesões que causem as doenças descritas acima. Estes são os chamados órgãos alvos.



CAUSAS DE PRESSÃO ALTA
Na maioria dos casos (95%) não se sabe a causa da pressão alta, sendo então chamada de hipertensão primária.
Quando se conhece a causa, esta é chamada de hipertensão secundária. Entre as causas deste tipo de hipertensão temos:
- Doença renal
- Estenose da artéria renal
- Etilismo crônico
- Coarctação da aorta
- Síndrome de Cushing
- Feocromocitoma
- Hiperaldosteronismo primário
- Hipotireoidismo
- Hipertireoidismo

HIPOTIREOIDISMO

O hipotireoidismo é ocasionado por produção e liberação insuficientes ou ação inadequada dos hormônios tireoidianos.

Uma breve explicação de como funciona a glândula tireóide:

A tireóide produz dois hormônios o T3 e o T4 (leia tireóide)

A glândula hipófise ou pituitária (localizada na base do cérebro), controla o funcionamento da tireóide através de uma substância chamada TSH (Hormônio Estimulador da Tireóide, em inglês). Este TSH estimula a tireóide a produzir os hormônios T3 e T4. Quando os níveis de T3 e T4 diminuem, a hipófise aumenta o TSH para estimular a produção de mais T3 e T4 pela tireóide. Quando os níveis de T3 e T4 estão altos, o TSH é reduzido, diminuindo a estimulação a produção de T3 e T4.
O Hipotireoidismo pode ser causado resumidamente por um problema na glândula tireóide (hipotireoidismo primário), por um problema na hipófise/hipotâlamo (hipotireoidismo secundário/terciário)

 A classificação do tipo de hipotireoidismo é realizada através de exame de sangue laboratorial, com dosagens de TSH e T4.
No hipotireoidismo primário (problema na tireóide), a tireóide não está produzindo uma quantidade de hormônios suficientes, estão manda um sinal para a hipófise e esta aumenta o TSH, o hormônio que estimula à tireoide, com o objetivo de tentar estimular a tireoide a produzir mais T4, sendo assim, teremos TSH aumentado e T4 baixo.

No hipotireoidismo secundário/terciário (problema na hipófise/hipotálamo), o hormônio que estimula a tireoide está diminuído, sendo assim, não há estimulo para a tireoide produzir seus hormônios e encontramos no exame de sangue laboratorial, TSH baixo e T4 baixo.

A forma primária representa cerca de 90% do total de casos existentes.  As duas principais causas de hipotireoidismo em nosso meio é tireoidite de Hashimoto  e devido a remoção cirúrgica da tireóide por alguma patologia.

Sinais e Sintomas de Hipotireoidismo

·         Cansaço, sonolência
·         Fraqueza
·         Anemia
·         Pele seca, fria e grossa
·         Intolerância ao frio
·         Perda de cabelo
·         Dificuldade de concentração
·         Depressão
·         Amnésia
·         Constipação intestinal
·         Ganho de peso com pouco apetite
·         Rouquidão, fala lenta e arrastada
·         Diminuição da audição
·         Edema facial (inchaço)
·         Edema mãos e pés
·         Hipertensão Arterial
·         Bradicardia (diminuição da Frequência cardíaca)
·         Síndrome do túnel do carpo

Bócio
O bócio é o aumento da glândula tireóide, este pode existir no hipotireoidismo e no hipertireoidismo.

bocio

Ao detectar um bócio ao examinar o paciente, o médico deve pedir a dosagem dos hormônios da tireóide.

Tireóide

A tireóide é uma glândula endócrina (produz hormônios), está localizada na parte anterior (da frente) do pescoço.
tireoide

É formada por dois lobos unidos no centro por um istmo largo. O peso da glândula varia de 10 a 20g. Atrás dos lobos existem as pequenas glândulas paratireoides (duas de cada lado).
O nome tireóide é devido ao seu formato de escudo (do grego: thyreos = escudo, eidos = forma).
localização da tireoide 


A tireóide produz os hormônios tireoidianos, a tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Estes hormônios atuam estimulando o metabolismo e participam na função de diversos órgãos como o intestinal. São essenciais para o crescimento e maturação do sistema nervoso central, para o crescimento ósseo e para a síntese de algumas enzimas.
Os hormônios T3 e T4 precisam do iodo para ser produzidos. O iodo (na forma de iodeto) é proveniente dos alimentos e da água. A ingestão recomendada de ioda pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 150µg/dia. Se for menor que 50µg/dia, a tireóide será incapaz de manter a produção de hormônio adequada e ocorre o hipotireoidismo e o bócio (aumento da glândula).



terça-feira, 5 de outubro de 2010

MAMOPLASTIA DE AUMENTO (Prótese de Silicone)

As mamas femininas denotam feminilidade, sendo um elemento importante no equilíbrio psicossocial da mulher.
mama bonita

          Com o intuito de restabelecer a harmonia corporal, a inclusão de prótese está indicada para pacientes portadoras de hipomastia (mamas pequenas), amastia (ausência de mama) unilateral ou bilateral, assimetrias e leve ptose mamária (mamas caídas).

          Diversos estudos comprovam que a prótese de silicone NÃO aumenta a chance de câncer de mama.

TIPOS DE IMPLANTES

           As próteses de silicone atuais são feitas de gel com alta coesividade, que evita em caso de ruptura que ele se espalhe pelo organismo. Sua forma varia em redondo, cônico, anatômico. Sua superfície pode ser lisa, texturizada ou coberta com poliuretano. A superfície lisa tem, segundo literatura médica, maior índice de contratura capsular.

                                                                        Superfície

  
implante de mama liso
Implante Liso


implante de mama texturizado
Implante Texturizado



implante de mama de poliuretano
Implante de Poliuretano



                                                                Forma da Implante



implante de mama redondo
REDONDO



protese de mama anatomica
Formato anatômico


protese de mama de formato cônico

Os implantes podem ser colocados por diversas vias de acesso (incisões):



• Sulco infra-mamário,


• Periareolar (em forma de meia lua na aréola mamária) ,


• Axilar


• Via transumbilical (para próteses salinas não usadas no Brasil)


• Transabdominal (quando associada com abdominoplastia)


vias de acesso para colocação de prótese de silicone
Vias de acesso para colocação da prótese

 INCISÃO INFRA-MAMÁRIA


• Localiza-se no sulco submamário (sulco abaixo da mama)


• Mede de 4-7 cm, dependendo do implante


Vantagens:


• Preserva o parênquima, não interferindo com o funcionamento da glândula mamária


• Não cria cicatrizes internas (alterações mamográficas)


• Menor incidência de alterações de sensibilidade


• Maior facilidade para dissecção da loja, com menor tempo cirúrgico e menor edema pós-operatório


Desvantagens:


• Caso haja cicatriz inestética, esta pode ficar bem visível


INCISÃO PERIAREOLAR


• Localiza-se na borda da metade inferior da aréola


Vantagens:


• Praticamente imperceptível, confundindo-se com a própria borda areolar (incisão exatamente na junção)


Desvantagens:


• Divide a glândula ao meio, alterando sua arquitetura


• Maior possibilidade de alterações da sensibilidade da aréola e mamilo


• Se houver anomalia de cicatrização, a cicatriz é mais visível


• Pode haver Interferência nos exames de imagem


• Maior risco de infecção


INCISÃO AXILAR


• Localiza-se na dobra existente no ângulo entre o braço e a axila


Vantagens:


• Ausência de cicatriz na mama


• Ausência de manipulação da mama


Desvantagens:


• Necessidade de outra cicatriz, na mama, em caso de re-operação


• Linfonodomegalia pela manipulação axilar


• Mais trabalhosa com necessidade de endoscópio ou às cegas


• Cicatriz evidente ao elevar os membros superiores


• Hemostasia mais difícil


VIA TRANSUMBILICAL


• Nesta técnica utiliza-se de implantes salinos.


• Os Implantes salinos são muito inferiores aos implantes de silicone. O uso de implantes salinos nos EUA fez com que a via transumbilical fosse amplamente usada por Cirurgiões Plásticos americanos, porém esta é uma técnica praticamente abandonada no Brasil em vista da enorme superioridade dos implantes de silicone.


VIA TRANSABDOMINAL


• Normalmente usada quando a paciente vai ser submetida à abdominoplastia (plástica do abdome) no mesmo tempo cirúrgico e não deseja cicatrizes na mama.


ANATOMIA DA MAMA

A mama é formada por glândulas e ductos (parênquima mamário) e tecido adiposo (gordura).


Certos fatores como idade e gravidez, variações de peso, podem afetar a elasticidade da pele e do tecido mamário, o que muda sua forma e aparência.


PLANOS DE COLOCAÇÃO DA PRÓTESE


 SUBGLANDULAR



implante por via sub-glandular
Abaixo da glândula mamária


Indicação:

• Pacientes com boa cobertura subcutânea da mama ( quantidade adequada de tecido para cobrir a prótese)

• Pacientes que praticam esportes

• Ptose mamária leve (mama pouco "caída" )

Vantagens:

• Menor tempo cirúrgico

• Menor dor pós-operatória

• Recuperação mais rápida

Desvantagens:

• Maior chance de contratura capsular (contato com o parênquima)

• Maior visibilidade dos implantes (em pacientes magras)


SUB-MUSCULAR (abaixo do músculo)


protese de silicone sub muscular
Plano abaixo do músculo peitoral




Indicação:

• Pacientes muito magras com hipomastia severa

• Troca do plano após contratura capsular

Vantagens:

• Melhor para pesquisa de cancer de mama

• Menor índice de contratura

• Contorno do implante mais suave

Desvantagens:

• Maior tempo cirúrgico / maior dor

• Possível movimentação durante contração peitoral



SUB FASCIAL
protese por via sub fascial
Plano abaixo da Fáscia do mùsculo peitoral


 Indicação:

• Semelhante a sub-muscular

Vantagens:

• Menor distorção com a contração do peitoral

• Contorno também mais suave

• Menor risco de contratura

Desvantagens:

• Dissecção do plano pode ter mais sangramento.


DESVANTAGENS DE IMPLANTES MUITO VOLUMOSOS:

• Desvios de postura

• Simastia (união das mamas no centro do tórax)

• Estrias

• Alargamento da aréola

• Atrofia (diminuição) da glândula e músculo peitoral

• Maior risco de contratura capsular

• Aparecimento precoce de ptose (QUEDA)

PÓS – OPERATÓRIO

• Evitar movimentos amplos e/ou bruscos com os membros superiores (BRAÇOS) nos primeiros 15 dias

• Evitar exercício físico leve no 1º mês (não dirigir por 3 semanas)

• Sutiã modelador por 30 dias

COMPLICAÇÕES

• Hematoma

• Seroma

• Infecção

• Ruptura

• CONTRATURA CAPSULAR


CONTRATURA CAPSULAR


• Complicação em longo prazo mais comum (4%)

• Contração da cápsula fibrosa que envolve a prótese, reação própria do organismo contra a prótese, sendo imprevisível sua ocorrência.

• Sinais e Sintomas : endurecimento e dor no local de maior ou menor intensidade dependendo do grau da contratura.

• Tratamento: A prótese deverá ser trocada.



Existem diversas possibilidades cirúrgicas possíveis para mamoplastias de aumento, portanto deve-se realizar planejamento pré-operatório ao modo de utilizar a técnica mais apropriada para cada tipo de paciente, a fim de obter resultados consistentes.

GINECOMASTIA

mama masculina normal
Quando o aumento mamário é causado apenas por acúmulo de gordura, esta é chamada de pseudoginecomastia (falsa ginecomastia)
Ginecomastia quer dizer “mama feminina”. É definida pelo aumento da glândula mamária masculina. Uma curiosidade que tenho observado é que os pacientes ficam surpresos ao saber que é normal e fisiológico pessoas do sexo masculino possuir glândula mamária. Tanto a mama feminina quanto a masculina são formadas por glândula mamária e tecido adiposo (gordura), porém devido à ação de hormônios, a mama da mulher se desenvolve e aumenta de volume.
Causas de Ginecomastia
Pode estar associada a alterações fisiológicas, patológicas ou externas que causam uma alteração hormonal, tendo como consequência o aumento do volume mamário.
Alterações Fisiológicas (Normais)
·           Nascimento: devido à ação de hormônios da mãe
·          Adolescência: devido a um desequilíbrio hormonal, com predomínio de estrógeno.
·          Andropausa: diminuição da testosterona em relação ao estrogênio
Sabe-se que 65% dos adolescentes de 14 e 15 anos desenvolvem ginecomastia, porém a maioria das vezes esta regride no período de 3 anos, sem tratamento. Somente em 7,7% dos pacientes não ocorre esta regressão após os 17 anos de idade.
Outras Causas não fisiológicas
·         Viral
·         Traumática
·         Criptorquidia (testículos inclusos)
·         Alterações genéticas (síndrome de Klinefelter, síndrome da feminização testicular)
·         Neoplasias (carcinoma adrenal, tumores de células de Leydig, tumores de células de Sertoli, carcinoma de testículo, carcinoma pulmonar, carcinoma hepático)
·         Alterações Metabólicas (cirrose hepática, insuficiência renal + diálise, hipertireoidismo, desnutrição + realimentação)
·         Medicamentosas (hormônios, drogas como maconha, heroína, digital, espironolactona, metildopa, captopril, cetoconazol, diazepam, cimetidina, finasterida, antidepressivos, reserpina, isoniazida, ...)
·         Idiopática (causas não conhecidas)
·         Familiar
Mitos em relação a Ginecomastia
A presença de ginecomastia não tem nenhuma relação com a prática de masturbação ou ausência de virilidade.
Clínica
O paciente apresenta aumento do volume mamário. É mais comum a ginecomastia ser bilateral (nas duas mamas) do que unilateral.  Na maioria das vezes o paciente não sente nada, porém alguns podem apresentar edema (inchaço), dor, enduração (sentir a mama rígida, dura) e alteração de sensibilidade.
Pessoas com ginecomastia não apresentam predisposição ao câncer de mama.
Uma das classificações de ginecomastia é a seguinte:
·         Grau I – pequena, sem excesso de pele
·         Grau IIA – moderada, sem excesso de pele
·         Grau IIB – moderada, com excesso de pele
·         Grau III – Grande , com excesso de pele e mama pendular

ginecomastia grau 1 


ginecomastia grau 2A

ginecomastia grau 2B

ginecomastia grau 3
Diagnóstico
A maioria das ginecomastias não tem causa definida, porém na consulta médica podem ser investigadas prováveis causas como: uso de hormônios, medicações, tumores, ... (Vide tabela de causas de ginecomastia).  Pacientes com aumento do volume mamário de longa duração, na idade adulta e sem sintomas, não necessitam de investigação laboratorial extensa. Em adolescentes deve-se aguardar de 2 a 3 anos para verificar se haverá diminuição da glândula, se isto não ocorrer será programado um tratamento.
Tratamento
O tratamento com medicações está indicado em casos selecionados.
Em casos em que se conhece a causa da ginecomastia ( vide tabela de causas), está deve ser tratada.
O tratamento cirúrgico é o mais efetuado e o de escolha para ginecomastia. A incisão está relacionada ao grau da ginecomastia.
Nas ginecomastias sem excesso de pele, realiza-se uma incisão (corte) em meia-lua na transição entre a aréola e a pele mamária, resseca-se (retira-se) o tecido mamário em excesso. Geralmente associa-se lipoaspiração a técnica de retirada da glândula.
Em pacientes com pseudoginecomastia ( mama com excesso de tecido adiposo) o tratamento pode ser somente lipoaspiração, caso não haja excesso de pele.
Quando é necessária a retirada de pele, a incisão e a cicatriz resultante são mais extensas e estas vão depender do exame do paciente para determinação da melhor abordagem e tratamento.
Pode ser necessário o uso de drenos.

Anestesia
Pode ser realizada anestesia local com sedação ou anestesia geral, dependendo da programação cirúrgica.
Pós Operatório (PO)
O paciente poderá apresentar edema (inchaço), dor, equimoses (roxos), diminuição ou aumento da sensibilidade do mamilo. O edema regride cerca de 70% no primeiro mês e o restante até 6 meses. As equimoses regridem em média em 15 dias, a dor é controlada com medicação.
Recomendações Pós - Operatórias
·         Evitar molhar a área de cicatriz por pelo menos 48 horas
·         Evitar sol
·         Repouso em média de 15 dias (dependendo da profissão e atividades habituais)
·         Retorno às atividades físicas – em média 45 a 60 dias de PO
·         Usar cinta (colete) por 30 dias
colete ou cinta cirurgica pos operatório